quarta-feira, 23 de outubro de 2013

INDIVISÍVEIS


O meu primeiro amor
e eu sentávamos numa pedra
que havia num terreno baldio entre as nossas casas.
Falávamos de coisas bobas, isto é,
que a gente grande achava bobas.
Como qualquer troca de confidências
entre crianças de cinco anos. Crianças...
Parecia que entre um e outro
nem havia ainda separação de sexos,
a não ser o azul imenso dos olhos dela,
olhos que eu não encontrava em ninguém mais,
nem no cachorro e no gato da casa,
que apenas tinham a mesma fidelidade sem compromisso
e a mesma animal - ou celestial - inocência.
Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu.
Não importava as coisas bobas que disséssemos.
Éramos um desejo de estar perto, tão perto,
que não havia ali apenas duas encantadoras criaturas,
mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra,
enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se,
não sabia que eles levariam procurando
uma coisa assim por toda a sua vida...

MÁRIO QUINTANA

Este poema fala sobre o puro amor entre duas crianças que se amam sem maldade ou impureza alguma. Eu recomendo esse poema pois o autor, em sua última estrofe me chamou muita atenção ao dizer: "[...] enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se,não sabia que eles levariam procurando uma coisa assim por toda a sua vida...", ou seja, ele fala sobre a dificuldade de muitos adultos encontrarem um amor verdadeiro por não ter essa essência que as crianças possuem, de viver cada instante sem se preocupar com o futuro.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

BIOGRAFIA DE VALÉRIE ZENATTI

   



Valérie Zenatti nasceu em Nice, em 1970, e, com a idade de treze nos se mudou para Israel, com a sua família. Quando fez 18 anos ela fez o serviço militar, que é exigido para homens e mulheres da mesma forma e logo depois retornou à França, lá trabalhou como vendedora, jornalista e professora de hebraico. Hoje, ele é uma autora, roteirista e tradutora. 
Embora haja uma notável ausência de discussão política neste romance para jovens adultos, seu segundo livro, "A garrafa no mar de Gaza", reflete sobre a política de Valérie Zenatti confronto em seus primeiros anos em Israel. Depois de um atentando suicida em um lugar público no bairro, ela decide dar uma cara para o chamado inimigo na Faixa de Gaza. Através de mensagens em garrafas e coincidências, ela começa a conhecer Naim. E os dois se comunicam por e-mail. Esta é uma descrição narrativa do primeiro passo para aproximar-se e superar os estereótipos arraigados de posições culturais e políticas.
Seus livros para crianças e adultos jovens, em grande parte são inspirados por suas experiências pessoas, se preocupam tanto com as experiências das crianças e culturas juvenis, e a vida cotidiana de jovens em meio aos conflitos culturais, políticos e religiosos entre Gaza e Jerusalém. Um exemplo disso é "Quando eu era um soldado", que descreve seu próprio tempo no serviço militar. Um autor descreveu sua abordagem para escrever o livro em uma entrevista com o "É mim, mas não sou eu". Ela diz: "É a minha história, mas eu escrevi-o como um romance. Não é um livro de memórias exatas".

RESUMO DO LIVRO "UMA GARRAFA NO MAR DE GAZA"

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Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai “algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco”. E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Depois de ouvir o estrondo de dentro da própria casa, ela escuta as conversas ao redor, vê as imagens do desastre na TV - o noivo desconsolado, a mãe arrasada, a família em prantos - e se pergunta sobre todas as outras mortes e todas as outras famílias que sofreram com tantos atentados que parecem não ter fim. 

Quem será a próxima vítima? E se fosse você? O que faria hoje se soubesse que sua vida acabaria amanhã? E se seu pai, sua mãe, seu namorado e sua melhor amiga morressem de uma hora para outra? Cheia de perguntas na cabeça, Tal começa a escrever - ela, que ainda não tinha decidido se seria cineasta ou pediatra, mas nunca tinha cogitado ser escritora... 
E então, numa aula de biologia qualquer, a menina percebe que aquilo que era só um desabafo na verdade deveria ser uma carta - com suas perguntas, seus anseios e sua história -, escrita especialmente para alguém da faixa de Gaza, de preferência do sexo feminino e que também tivesse dezessete anos. Assim, Tal coloca todos os seus pensamentos em uma garrafa e pede ao irmão, que prestava o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar naquela região. 
E quem estava do lado de lá para recebê-la era não uma jovem de “longos cabelos escuros”, mas um certo Gazaman, um garoto que teimava em revelar a sua identidade porque, ao contrário dela, já não acreditava numa solução possível em terras em que “uma explosão significa necessariamente um atentado”. 
Mas aos poucos aquilo que era raiva, amargura e descrença vai se transformando em amizade e alguma remota esperança de que, algum dia, mais cartas e e-mails sejam trocados e conversas francas como a deles possam trazer a paz para mais perto dos palestinos e israelenses.


domingo, 20 de outubro de 2013

LITERATURA EM VÍDEO


A produção desse vídeo foi orientada pela professora Ilvanita de Sousa Barbosa, de Língua Portuguesa, e o professor Edson, de informática. O objetivo era produzir um vídeo de até cinco minutos, acerca de um conto. Meu grupo selecionou o conto "O noivo" de Lygia Fagundes Telles. Espero que gostem!

sábado, 19 de outubro de 2013

CAMPANHA SOBRE O BULLYING

Nos meses de junho á setembro, os alunos das 8ª séries foram orientados pelas professoras Ilvanita de Sousa Barbosa e Sueli Gama, de Língua Portuguesa e História, respectivamente, á produzirem uma charge, uma tirinha de 3 cenas e um propaganda em vídeo sobre o Bullying e suas consequências em quem pratica e em quem sofre as ações dessa atitude cruel.

Charge


Tirinha



Vídeo


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ISRAEL X PALESTINA

Com a leitura do livro "Uma garrafa no mar de Gaza" fomos instruídos pela professora Sueli Gama, de História, a produzirmos uma apresentação, sendo possível utilizar vários recursos, de modo que respondêssemos á perguntas propostas por ela. A forma que optei foi produzir um Prezi, que segue abaixo através do link.

http://prezi.com/umge7yipjuoo/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

quinta-feira, 2 de maio de 2013

RESUMO DO LIVRO "EKOABOKA"

(imagem retirada de livrariascuritiba.com.br)

O livro "Ekoaboka - Jornadas na Amazônia" nos apresenta uma família um pouco diferente, com pessoas de várias partes do mundo.
A história se passa na Amazônia e é narrada durante três grandes meses de descobertas com o mundo e consigo mesmo, mudanças e aventuras.
Assim que chegam ao barco-casa, Babu, Marina, Léo, Txai e seus dois irmãos, Chantal e Alex, vão á uma prainha bem pertinho da nova morada. O local é indicado por Araru, um moço que tudo sabia sobre as árvores e os animais da floresta.
Ele explica e comenta sobre alguns animais e árvores, como o bibiru, uma árvore de casca venenosa, mas boa para a febre.
Chantal, como era de se esperar, reclama da água escura e do medo de piranhas, mas Alex diz que a água é mais limpa do que a da praia de Ipanema. E quanto às piranhas, Araru conta que só atacam se alguma pessoa estiver com algum ferimento sangrando.
Ao voltarem para a nova moradia, vão descansar para mais um dia.
Ah! Não se esquecendo de que o motivo de estarem na Amazônia é a pesquisa de Léo e Babu, que são cientistas e buscam a cura da malária para ajudar principalmente os índios.
Um novo dia ressurge e mais uma aventura começa. Dessa vez, Alex sai cedinho para passear aos arredores. É quando ouve e se encanta com o ritual de uma tribo indígena, que observa cuidadosamente.
Após esse episódio eles vão conhecer os tais índios, primeiramente Alex, Babu e Léo, e depois o resto do pessoal.
O cacique da tribo mostra toda a organização e simpatiza com os visitantes, dando-lhes nomes indígenas.
Até então, Chantal estava odiando a viagem, porém, quando conheceu o amigo índio de seu irmão, Catu, as coisas começaram a mudar.
Toda essa viagem causou grandes mudanças em todos, afinal, esse é o significado de "EKOABOKA": transformação.
Marina descobriu em um sonho que deveria ter novas experiências; Chantal se tornou mais afetiva, Léo e Babu descobriram a possível cura da malária, e Alex, percebeu que seu futuro estava ali, não atrás de um computador, e sim, ajudando e aprendendo com os índios.

Atividade orientada pela professora Ilvanita, após a leitura do livro "Ekoaboka". Tínhamos de fazer um resumo do livro contando as descobertas e mudanças das personagens.